Sinceramente não conseguiria dormir tão fácil, sem que escrevesse o que estou sentido, o que está borbulhando em meus pensamentos, à medida que arde em meu coração. Sei que sou um tanto quanto intensa em meus sentimentos, mas realmente não me preocuparei que o que queima em mim nesse momento pareça exageradamente piegas. Preciso tão somente escrever, para que em nenhum momento em venha a esquecer.
Bom, hoje estive com pessoas, as quais amo de forma indescritível, com um amor que realmente não pode sair de mim sem ter sido inspirado por Deus. Na verdade, não só hoje, mas sempre sou rodeada de pessoas que me enchem desse verdadeiro amor (tenho até vontade de chorar quando escrevo isso). Pois é, passei parte da noite com amigas, e foi esse "simples" momento que me conduziu a querer dizer, o que passo a escrever agora.
Quando era muito novinha, acho que com três anos de idade, minha mãe chegou a engravidar, mas perdeu espontaneamente o bebê, e meu pai, pelo que ele diz, não desejou ter outros filhos, além de mim. E aconteceu o esperado, os anos foram passando e por mais que eu pedisse uma irmãzinha ou quem sabe “inho”, no afã de abandonar o ofício de filha única, o desejo não se cumpriu.
Tendo uma visão individualista, muitas são as vantagens de não se ter irmãos, mas, como há muito, não sou adepta dessa corrente, preferiria ter partilhado os meus brinquedos, por mais doloroso que pudesse ter sido, a não ter ninguém para partilhar a vida, alguém a quem realmente se possa chamar de irmão (acho que é daí o meu desejo de ter no mínimo quatro filhos-rs).
Mas voltando para o teor real do quero dizer, o fato é que, Deus ama uma palavrinha chamada: COMUNHÃO. E esta palavra é diametralmente oposta à outra, solidão. E, por mais sozinhos que tenhamos sido ao longo da nossa vida, quando Ele nos chama, nos chama para esse contexto de comunhão. E foi desta forma “incomum”, que uma filha única pôde entender qual o sentido da palavra IRMÃO. Sinto-me completamente livre para dizer que sei o peso que tem essa palavra. Só pode ser presente de Deus mesmo.
Essas amigas, não devem ser chamadas apenas por essa nomenclatura, não que eu despreze o valor atribuído a esta palavra, mas a questão é que elas são mais que amigas, são verdadeiras irmãs. E é com plena compreensão da palavra que digo: elas me fazem saber quão precioso é ter irmãs.
E o que tento dizer com tudo isso, não passa de uma tentativa de repetir o que meu pai disse, em meu aniversário de 20 anos: não dei a ela irmãos, porque sabia que um dia ela seria inserida em uma família de muitos filhos, que lhes seriam como irmãos (só acrescentando, esses filhos são semelhantes a Jesus). Profetizou, né?
Dedico este texto a Nay, Marcelinha, Nathi Amorim, Nati Dama e Wag, afinal foi só pelo fato de estar rapidamente juntinho delas hoje, que senti a necessidade de escrever esse texto. Porque só a presença delas me enche de um amor inexplicável, sempre; e dedico também a todas as minhas amigas-irmãs.
E, especialmente, a Deus que não permitiu que eu fosse sozinha, mas preencheu minha vida de IRMÃ(OS) em todas às nações.

