Mesmo em meio aos espinhos da vida, dedico esta rosa a uma preciosa amiga!
Eu guardo com carinho um caderninho, que minhas amigas conhecem bem, de tanto que eu falo sobre ele. E nele eu costumava escrever as minhas conversas com Deus, e o mais engraçado - e só agora é engraçado - que ele guarda uma fase de transição marcante em minha vida, uma fase de tristeza que depois é seguida de inefável alegria. Enfim, sem maiores delongas, ocorre que, hoje queria mt postar algo em meu novo blog (sabe comé? criança com um brinquedinho novo fica assim), mas não me veio nada digno de ser escrito, aí uma grande amiga, me disse: porque vc não escreve algo daquele seu caderno. A princípio hesitei, e só depois percebi que deveria escrever uma de minhas orações e dedicar a essa grande amiga, que agora enfrenta batalhas maiores que as minhas. Mas em Cristo já é mais que vencedora.
Lá vai o que escrevi no caderninho:
Senhor,
Tenho aprendido que Tu não nos livras DO problema, mas NO problema. Em meio a todo o caos e confusão Tu és refúgio e força. Eu não preciso NÃO estar no deserto, mas sim ser carregada por Ti e beber das tuas águas. Não desejo fugir da tempestade, mas em meio a ela dormir em Teus braços de Pai, pois só desta forma não temerei os relâmpagos e trovões. Não correrei da batalha, tão pouco dos meus inimigos, pois creio que preparas uma mesa para mim na presença de todos eles.
Tenho entendido Pai, que os meus piores e maiores inimigos não são as pessoas ou as circunstâncias, mas sim o medo delas, e a dor quanto àquelas. A insegurança quanto ao que sou ou quem sou em Ti, a identidade mal formada, a desconfiança acerca das coisas que virão (e, por conseguinte, a incredulidade quanto as tuas promessas), a ansiedade quanto à vida e o que virá. O pior de todos os inimigos, a falta de FÉ.
Tenho visto Jesus, que muitas vezes, e porque não, sempre, percebemos todas essas coisas em meio a grandes adversidades, perdas e dores. É em meio às tempestades que conseguimos ver que a nossa casa não está completamente alicerçada na rocha; e, quando passamos pelo deserto é que compreendemos que, em muitos momentos, esquecemos o caminho que nos leva até as águas da vida - verdadeiro oásis; e, é no momento em que entramos na guerra, que percebemos que a armadura já foi disponibilizada por Ti, mas não estamos revestidos, em todo tempo, dela (Efésios 6: 10-20).
É por isso Pai, para que percebamos tudo isso, Senhor, que tu permites as chuvas, os lugares áridos e a batalha. Tu sabes Paizinho, que todas essas circunstâncias trazem dor e sofrimento. Tu melhor do que ninguém sabe disso, mas Tu também sabes da necessidade de momentos como esses, a fim de que entendamos quando o Senhor diz em sua palavra: “... a minha graça te basta".
Submeto-me a tudo o que tu me permites passar, ainda que doa e me faça chorar, pois tenho por certo que só assim aprenderei a vencer em Ti, todos os meus inimigos e a descansar nas Tuas palavras. Sabendo, assim, que mais profundo é o ministério dos espinhos que nos ensina a depender de Ti, que és o ÚNICO, do que o ministério da Glória.
Gabi Roma.

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